CHERUBINI escreve a partir de zonas que raramente se organizam em discurso. Sua obra não se orienta por gêneros fixos, mas pela necessidade de dizer aquilo que resiste à forma fácil, ao enunciado imediato e à linguagem utilitária.
A escrita surge como investigação — não de temas externos, mas das estruturas internas que sustentam a experiência humana: identidade, consciência, limites, rupturas discretas, silêncios acumulados. Cada texto encontra sua própria forma. Às vezes ensaio, às vezes narrativa, às vezes prosa rarefeita. A forma não antecede o conteúdo.
Há, em seus livros e textos, uma recusa da pressa e da explicação excessiva. O que se oferece ao leitor não são respostas, mas campos de permanência: perguntas que não exigem conclusão, apenas presença. Ler CHERUBINI é aceitar um deslocamento — lento, contínuo, muitas vezes incômodo.
No Recanto das Letras, compartilha fragmentos desse percurso. Textos que não se explicam. Não se anunciam. Permanecem.