Talvez o mais bonito do cuidado
seja o fato de ele nem sempre caber em nomes.
Às vezes chamam de mãe.
Às vezes de pai.
De avó.
De avô.
De tia.
De tio.
Às vezes,
de alguém que simplesmente ficou.
Porque existem pessoas
que sustentam emocionalmente uma vida
mesmo quando ninguém percebe.
Pessoas que acolhem.
Que escutam.
Que protegem.
Que educam.
Que permanecem.
E talvez seja isso
que realmente marca alguém.
Não apenas o vínculo biológico.
Não apenas o papel social.
Mas a capacidade de fazer o outro sentir
que o mundo fica um pouco menos pesado
quando existe alguém ali.
Nem todo cuidado vem da maternidade.
E nem toda maternidade consegue oferecer cuidado.
Mas quando existe presença verdadeira,
afeto genuíno
e disposição para permanecer,
algo importante acontece dentro de quem recebe isso.
Porque algumas pessoas passam pela nossa vida.
Outras se tornam abrigo.
E talvez o Dia das Mães também possa servir para lembrar disso:
das pessoas que cuidaram,
que tentaram,
que protegeram,
que amaram
mesmo de forma imperfeita.